O sistema ERP (Enterprise Resource Planning) é indiscutivelmente o "sistema de registro" vital para qualquer grande corporação. Ele gerencia funções de back-office e consolida o balanço patrimonial. No entanto, na era "pós-moderna" do ERP, líderes financeiros estão descobrindo que centralizar todas as operações em uma única plataforma monolítica gera atritos operacionais significativos.
Quando se trata de processos dinâmicos — como requisições, gestão de contratos complexos, faturamento e cadeia de suprimentos — o ERP frequentemente se torna um gargalo. Ele é excelente para registrar o que aconteceu, mas muitas vezes rígido demais para controlar como acontece.
Baseado em análises de mercado e feedback de líderes de supply chain, identificamos seis lacunas estruturais onde o ERP, sozinho, não consegue entregar a agilidade que o mercado atual exige.
As 6 Lacunas Estruturais do ERP
1. Lacunas nos Controles Financeiros
Equipes financeiras sofrem com visibilidade limitada dos gastos "da ponta ao pagamento" (Procure-to-Pay). ERPs complexos levam a uma baixa adoção pelos usuários finais, que acabam recorrendo a processos manuais ou "Shadow IT" para evitar a burocracia do sistema, gerando dados não confiáveis.
2. Falta de Automação "End-to-End"
Um problema de Contas a Pagar (AP) é, na verdade, um problema de processo. ERPs genéricos têm dificuldade em eliminar o papel e gerenciar faturas eletrônicas de forma fluida. Sem uma camada especializada, as empresas enfrentam pagamentos duplicados, taxas por atraso e perda de tempo rastreando aprovações manuais.
3. Baixa Adaptabilidade (Not Future-Proof)
Ninguém sabe o que o futuro reserva. Empresas que dependem exclusivamente da rigidez do ERP têm dificuldade em configurar novos recursos, como gestão de tesouraria ou novos modelos de contratação, sem projetos de TI caros e demorados. A agilidade exige sistemas que usuários de negócio possam configurar.
4. Pontos Cegos nos Processos
Relatórios financeiros sólidos dependem de uma visão precisa dos passivos. O ERP muitas vezes falha em capturar compromissos de fornecedores que ainda não foram processados pelo AP, criando "pontos cegos" que afetam a previsão de fluxo de caixa e o FP&A (Financial Planning and Analysis).
5. Exigências de Compliance e Auditoria
Investidores e auditores exigem precisão absoluta e segregação de funções clara. Perguntas como "Quem aprovou isso?" ou "Quem autorizou o pagamento?" precisam de respostas sistêmicas imediatas. ERPs antigos muitas vezes carecem da rastreabilidade granular necessária para reduzir riscos de fraude e atender a normas públicas.
6. Otimização de Capital de Giro
Deixar dinheiro na mesa não faz sentido. Sem uma plataforma especializada estendendo o ERP, empresas perdem oportunidades de Descontos por Pagamento Antecipado (EPD) e Financiamento da Cadeia de Suprimentos (SCF). A digitalização completa é essencial para preservar o caixa e, ao mesmo tempo, apoiar a liquidez de fornecedores estratégicos.
A Solução: Estender, não Substituir
A resposta para esses desafios não é substituir o ERP, mas reconhecer suas limitações. Na era pós-moderna, as organizações financeiras de alto desempenho estendem o investimento em ERP com plataformas "Best-of-Breed".
Assim como o ERP não é utilizado como CRM para vendas, ele não deve ser a única ferramenta para a gestão complexa de gastos e contratos. É necessário preencher a lacuna entre o registro contábil e a realidade operacional.
O Papel do Takter Converge CLM: Para eliminar esses pontos cegos, o Takter Converge CLM atua como a camada de inteligência e controle que falta ao seu ERP. Ele centraliza a gestão do ciclo de vida dos contratos, garantindo que cada requisição, renovação e pagamento esteja vinculado a termos comerciais validados e compliance automatizado.